Todo mundo já deve ter ouvido a expressão “Não julgueis, para que não sejais julgados”.
Advindas do Cristo, essas palavras têm uma força imensa.
De fato, não devemos julgar, pois ao fazermos julgamentos estamos como que dizendo à vida: “eu sou capaz de passar pela mesma coisa que o outro está passando, e sou capaz de fazer diferente do que ele está fazendo”. Em casos onde a lição de vida da pessoa seja aprender a não julgar, é pior: é como se ela estivesse pedindo ao universo que a faça passar pela mesma coisa que o outro está passando, para provar que julgou, porque dá conta de fazer melhor se estiver na mesma situação.

No entanto, quando reverenciamos a máxima do “Não julgueis, para que não sejais julgados”, não estamos aqui falando de juízo de fato, nem de juízo de valor: o julgamento que é condenável é o julgamento de pessoas, sobretudo, os baseados em suposições ou verdades que são nossas, e não a do outro.

Mas qual é a diferença de juízo de fato, juízo de valor e juízo de pessoas?

Se eu te disser: “A chuva está caindo lá fora“, há um enunciando de um acontecimento constatado e o juízo é juízo de fato. Ou seja, eu usei minha capacidade de entendimento, discernimento e percepção para julgar que está havendo um acontecimento factual, ou seja, a chuva realmente está caindo lá fora.

Se, porém, eu te falar: “A chuva é boa para lavar as ruas” ou “A chuva é tão bonita”, estarei interpretando e avaliando o acontecimento sob a minha visão. Nesse caso, profere-se um juízo de valor, pois estou usando a minha capacidade de entendimento, discernimento e percepção para julgar algo que não é factual, mas sim, que eu interpreto dessa forma. Eu posso ter a visão de que a chuva lava ruas, mas isso pode não ser necessariamente a verdade. Eu posso achar que chover seja algo tão bonito, mas essa é a minha opinião pessoal, já que há quem possa achar que a chuva seja o pior de todos os acontecimentos naturais.

Se eu porém, disser: “Aposto que aquele ser desprezível que se diz meu amigo, não veio aqui em casa hoje conforme combinou só por causa da chuva! Ele é de açúcar por acaso?” Neste caso, estou cometendo um erro de elevada gravidade: primeiro, porque já atribuí o título de desprezível a alguém só porque a pessoa não fez o que eu esperava; segundo, porque eu estou supondo que ele não veio em minha casa por algo que eu nem perguntei a ele antes; terceiro, estou considerando que ele não é meu amigo, que ele apenas se diz meu amigo, só pelo fato de que ele não apareceu como combinado, mas em momento algum busquei entender o que aconteceu para que ele não aparecesse. Juízo de fato, todos nós temos o direito e o dever de fazer, porque é a manifestação óbvia da nossa constatação de algo evidente e incontestável.

Da mesma forma, cada um de nós pode e deve fazer juízo de valor de algo, afinal de contas, temos o direito de gostar mais de A do que de B, e é com o juízo de valor que fazemos as escolhas dentro do que achamos adequado para nossa vida. É com o juízo de valor que determinamos se aquela pessoa faz ou não bem à nós, se uma palavra dita é ou não adequada, se um tratamento é ou não bom para nós, porque é nossa percepção atuando e nosso livre arbítrio sendo exercido. Fazemos juízo de valor o tempo todo, e esse “julgar” é indispensável para nossa sobrevivência, vivências e evolução. O problema é quando fazemos um juízo de valor (aquilo que eu interpreto) que não é baseado em um juízo de fato (em uma verdade ilegítima improvada e não comprovada), mas sim no que “achamos” que algo seja, em desfavor de outra pessoa. Aí estamos fazendo um “juízo de pessoas” de maneira à afrontar à máxima “Não Julgueis, para que não sejais julgados”. Então, não podemos julgar pessoas? Podemos, óbvio. Caso contrário, os juízes não estariam atuando no campo laboral do que é considerado divino. Ademais, Deus é misericórdia, mas sobretudo, justiça.

Então, quando acontece problema de julgar as pessoas? Quando você não usa seu juízo de fato, quando você não constata uma verdade antes de proferir sua sentença pessoal, quando você faz juízo de valor negativo em desfavor de uma pessoa só porque ela não fez o que você queria ou só porque você esperava dela uma atitude que ela não tinha meios de realizar, de modo que você atribua como “motivos” toda uma vasta gama de suposições teóricas sem nenhuma comprovação aceitável.

Dizer que uma pessoa não presta, que mente, que esconde, que engana, que te odeia, que age contra você, que é desprezível, e rotular de qualquer forma uma individualidade só porque ela não age da forma que você agiria se estivesse no lugar dela, é fazer juízo de pessoas de forma obviamente e evidentemente inadequada.

O “Não Julgueis, para que não sejais julgados” se refere exatamente a isso, “Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir a outros, igualmente medirão a vós”.
Então, devemos sim julgar tudo que nos cerca. Isso não só é uma exercício de inteligência (quando no exercício do juízo factual), como também de nosso livre arbítrio (quando no exercício de nosso juízo de valor com base em fatos e dados) para fazer a seleção natural do que queremos ou não em nossas vidas. Mas isso é tão incontestável, tão patente, tão axiomático, tão óbvio, que nem precisaria estar sendo explicado aqui. Então, por que está sendo?

Porque não são poucas as pessoas que fazem juízo de pessoas de forma inadequada (sem fatos, dados e comprovações; sem perguntarem antes o porque de tal coisa ter ocorrido) que quando essas mesmas pessoas são confrontadas com a máxima do “Não Julgueis, para que não sejais julgados”, elas se revoltam (por orgulho, por ego, seja por qual motivo for) e usam a desculpa de que “todos nós estamos julgando coisas o tempo todo, pois é isso que nos faz selecionar naturalmente o que queremos”.

Fazer seleção com base em juízo de fato, é óbvio.
Fazer seleção com base em juízo de valor, é direito inalienável.
Fazer seleção com base no juízo de pessoas sem que haja um juízo de valor alicerçado em um juízo de fato, é fazer o julgamento da forma equivocada, o que trará (sem nenhuma dúvida) de forma prática (e não hipotética) consequências extremamente degenerativas para a vida de quem julga.

Existe, contudo, um julgamento pior que todos os outros: aquele em que se constata factualmente que uma pessoa cometeu um erro com provas cabais, e enxovalha-se a pessoa como se ela se tornasse o pior de todos os seres só porque cometeu aquele erro. Na minha opinião pessoal, baseada no meu juízo de valor, esse tipo de julgamento é o mais detestável e medíocre do caminho, porque ele vem recheado com a hipocrisia. Se nós mesmos erramos tanto na história das MILHARES de encarnações que já vivemos (pois se estamos encarnados aqui, é porque ainda não conseguimos ser perfeitos a ponto de não precisarmos encarnar mais) vamos violentar os outros que erram por que? Justo e digno que um erro factual seja reprimido.
Necessário e positivo que um erro comprovado seja punido.
Importantíssimo que cada um pague pelo que fez.
Mas adotar posturas radicais com quem comete falhas e já se desculpou e já repoz a verdade, é mero sinal de infantilidade espiritual. É constatação óbvia de que naquela alma, ausenta-se o amor, a misericórdia e o perdão.

Não estamos aqui fazendo apologia à perversidade, nem dizendo que os seres legitimamente maus por natureza, não devam ser segregados de toda confiança mais imediata, mas sim, que o erro comum, dos seres comuns, das maneiras comuns que tantos cometem no dia a dia, se honestamente banhado de arrependimento e o pedido de uma segunda chance, deve ser perdoado por uma questão de evolução espiritual. Quando alguém erra, se arrepende, pede desculpas, paga pelo que fez, repõe a verdade, e ainda assim continua sendo alvo de julgamentos infundados e acusações de suposição sem nenhum juízo de fato, e com o pior dos juízos de valor, aqueles que os julgam se verão, no futuro (de uma outra existência, ou dessa mesma, dependendo do caso), diante das mesmas fraquezas daquela pessoa, para passarem pelas mesmas dores que elas passaram, e sentirem, no âmago da alma, pelo aprendizado da mestra dor, que nenhum julgamento sem fatos, dados e valores equilibrados, servirá para algo construtivo.

Parafraseando Osho: “O julgamento é feio - ele fere as pessoas. Ame-as, aceite-as e, talvez, seu amor e respeito possa ajudá-las a mudar muitas de suas fraquezas, muitas de suas falhas - porque o amor lhes dará uma nova energia, um novo significado, uma nova força”.

Vou mais além. Como diz o Mestre dos Mestres, o Cristo, “E como podes dizer a teu irmão: Permite-me remover o cisco do teu olho, quando há uma viga no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás ver com clareza para tirar o cisco do olho de teu irmão”.

Quando tivermos aprendido a fazer juízo de pessoas pelo juízo de valor baseado no juízo de fato, e quando eliminarmos primeiro em nós aquilo que vemos de errado no outro, aí sim teremos condições reais de julgar alguém, mas sem ferir a alma de quem quer que seja com violências travestidas de lições, ou com aquele tom imaturo do “vou te falar umas boas verdades” como desculpa para justificar nossa própria incapacidade de lidar com nossas limitações.

Se algo está mal, pergunte, questione, busque esclarecer, ouça. E não faça isso com rispidez. Faça com dignidade. Faça como você mesmo gostaria que fizessem com você se fosse o contrário. E depois de constatados os fatos, repreenda se preciso, puna se for necessário, estabeleça limites se houver ocasião, mas jamais se deixe levar pela soberba do “eu sei que ele fez isso ou deixou de fazer aquilo porque ele não presta”. Alguém não fazer o que você espera que ele faça, ou alguém não fazer o que você mesmo não faria, não torna a pessoa digna de ser condenada e executada por valores tão empobrecidos de ego.
Por isso, eu sempre bato na mesma tecla: converse, pergunte, explique, sonde, investigue, exponha expectativas, seja coerente com a capacidade do outro de realizar ou não as suas expectativas, mas jamais incorra no erro de basear seus julgamentos em achismos.

Pensemos nisso!

Autor: Tony Valentim

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